quinta-feira, 3 de junho de 2010

O sofredor anônimo

Dentre as parábolas contadas por Jesus, uma das mais conhecidas é a do samaritano. Nela se narra a história de um homem que descia de Jerusalém para Jericó e foi vítima de ladrões.
Esses o despojaram de seus bens, cobriram-no de ferimentos e o deixaram semimorto.
Um sacerdote descia pelo mesmo caminho, viu o ferido, mas passou adiante.
O mesmo ocorreu com um levita.
Entretanto, um samaritano, vendo o pobre homem, tomou-se de compaixão e o amparou.


*São muitas as lições a serem tiradas dessa singela narrativa.

Mas é interessante observar as qualificações das personagens.
Nela há um sacerdote, figura que dedica a vida a Deus.
Há igualmente um levita.
Consoante se infere da Bíblia, os integrantes da tribo de Levi eram considerados ortodoxos em matéria de fé.
Também eram tradicionalmente ligados às atividades do Templo, às coisas sagradas.
De igual modo, há um samaritano, designação que, na época, indicava alguém herético a ser perseguido.
Apenas à vítima não é dado qualquer qualificativo.
Não se sabe se era rico ou pobre.
Ignora-se sua raça, sua cor, seu credo.
Não há notícia se era portador de alguma moléstia que àquele tempo sugerisse impureza.
Não se comenta se tinha algum desequilíbrio sexual.
Falta informação quanto a ser ele alguém de vida reta ou pervertida.
Tudo o que se sabe é que era um homem necessitado de ajuda.


E essa informação basta.
O samaritano não gastou tempo se informando sobre títulos e qualidades do sofredor.
Tão logo o viu, tomou-se de compaixão e o auxiliou.
Essa parábola foi formulada por Jesus ao ser indagado a respeito do que se deve fazer para possuir a vida eterna.


O homem anônimo representa a Humanidade sofredora.
O dever do cristão é auxiliar quem sofre, independentemente de seus hábitos e crenças.
Não importa se concorda ou não com o modo de proceder do semelhante em sofrimento.
Precisa tomar-se de compaixão e estender-lhe as mãos.
O sentimento tocado pela dor alheia, a inspirar atos de amparo, é que identifica quem cumpre a vontade de Deus.
A fé apartada da misericórdia e da fraternidade pouco significa.


Veja-se que o sacerdote e o levita passaram ao largo do sofredor.
Apenas o samaritano, pouco considerado, mas bondoso, teve piedade do infeliz.
Assim, de nada adianta sofisticar as próprias obrigações religiosas.
Também são irrelevantes o estado moral e os atributos de quem sofre.
O primordial é se tomar de compaixão e amparar os miseráveis do mundo.
Sem bondade no coração e beneficência nos atos, tudo o mais é vão.




Pense nisso.

By Vida

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Toda história tem quatro verdades.

Um professor de Direito Civil dizia o seguinte:



Toda história tem quatro verdades.


1 - A verdade do seu cliente, que você irá defender.


2 - A verdade da outra parte, que o outro advogado irá defender.


3 - A verdade do juiz, que a terá com base no que os advogados conseguiram convencê-lo, e perpetuará (sentença ).


4 - A verdade verdadeira, o que realmente aconteceu de fato !!!!!!!


Resultado:


A verdade está em acreditar naquilo que julgamos ser verdade, e cada indivíduo tem a sua, com base no seu caráter, educação e meio no qual vive.

Pontue a sua vida!

Um homem rico estava muito mal, agonizando. Pediu papel e caneta. Escreveu assim:


'Deixo meus bens à minha irmã não a meu sobrinho jamais será paga a conta do padeiro nada dou aos pobres.'

Morreu antes de fazer a pontuação. A quem deixava ele a fortuna?


Eram quatro concorrentes.


1) O sobrinho fez a seguinte pontuação:


Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho. Jamais será paga a conta do padeiro.


Nada dou aos pobres.


2) A irmã chegou em seguida. Pontuou assim o escrito:


Deixo meus bens à minha irmã. Não a meu sobrinho. Jamais será paga a conta do padeiro.


Nada dou aos pobres.


3) O padeiro pediu cópia do original. Puxou a brasa pra sardinha dele:


Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.


4) Aí, chegaram os descamisados da cidade. Um deles, sabido, fez esta interpretação:


Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do padeiro? Nada! Dou aos pobres.


Moral da história:




Assim é a vida. Pode ser interpretada e vivida de diversas maneiras. Nós é que colocamos os pontos. E isso faz toda a diferença. Pontue corretamente sua vida, para não dar margem a erros de interpretação.

By Vida

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Sabedoria

Acautelai-vos, pois, de queixar-vos inutilmente, evitai que vossa língua se entregue à crítica, porque até mesmo uma palavra secreta não ficará sem castigo, e a boca que acusa com injustiça arrasta a alma à morte.

¨By Vida¨

domingo, 2 de maio de 2010

“Por que me bates?”

O amor que Cristo revelou não é um sentimento vazio e indefinido. É a essência da vida, a essência do cristianismo. Mais ainda, é a essência do próprio Deus: “Deus é amor”.


Portanto, quando proclamamos que o amor deveria ser posto como base da convivência humana, podendo substituir e dispensar todas as leis, não estamos descambando no ridículo. Apenas estamos afirmando que Deus deveria ser posto como base da convivência humana.


O amor cristão não encobre as injustiças e a violência dos poderosos; ao contrário, revela-as aos olhos de todos, a fim de serem desmascaradas. Não resolve as lutas entre as classes sociais com um simples aperto de mão, mas arranca pela raiz as causas que geram as lutas.


Não apenas exige o perdão das ofensas, como também postula a conversão do agressor. Não está aí só para apresentar a face direita a quem bater na esquerda, mas sabe também pedir contas ao violento: “Por que me bates?”


Quanto a nós, não pretendemos derramar o sangue dos violentos. Se preciso for, ofereceremos o nosso, para que possa nascer uma sociedade fraterna e civilizada.


Só que ainda precisaríamos conhecer com exatidão as medidas do amor cristão. A lei antiga mandava amar o próximo “como a si mesmo” – o que era medida generosa, porém não perfeita. De fato, quem nos garante que sabemos amar a nós mesmos de maneira perfeita?


As medidas perfeitas do amor cristão foi o próprio Cristo que as estabeleceu: “como eu vos amei”. E até que ponto ele nos amou, bem o sabemos: entregando a própria vida. Amou-nos até a última gota do seu sangue.


Nossos antepassados da antiga aliança não tinham Cristo como modelo de amor. Nós o temos. Está na hora de entrarmos em sintonia com ele, para finalmente acertarmos as medidas do nosso amor. Se já vivêssemos o amor como Cristo nos pede, a sociedade seria bem diferente do que é. ( Pe. Vírgilio SSP )
 
By Vida

sábado, 1 de maio de 2010

Palavras de um Eterno Filósofo

Guerra


Até que a filosofia que sustenta uma raça
Superior e outra inferior,
Seja finalmente e permanentemente desacreditada e abandonada,


Havera guerra, eu digo guerra.

Até que não existam cidadãos de 1º
e 2º classe de qualquer nação.
Até que a cor da pele de um homem
Seja menos significante do que a cor dos seus olhos,

Havera guerra


Até que todos os direitos básicos sejam igualmente
Garantidos para todos, sem discriminação de raça,


Guerra


Até esse dia.


O sonho de paz duradoura, da cidadania mundial e
As regras da moralidade internacional,
Permanecerão como ilusões fugares,
Para serem perseguidas, mas nunca alcançadas,


Agora hávera Guerra, Guerra.


Até que os regimes ignóbeis e infelizes,
Que aprisionam nossos irmãos em Angola, em Moçambique,
Africa do sul em condições subumanas,
Sejam derrubados e inteiramente destruído hávera,


Guerra, eu disse guerra.


Guerra no leste, guerra no oeste,
Guerra no norte, guerra no sul,
Guerra, guerra, rumores de guerra.


Até esse dia, todos os continentes
Não conheceram a paz,

Mas nós Humanos racionais lutaremos
Se necessário e sabemos que vamos vencer,
Porque estamos confiantes na vitória


Do bem sobre o mal,


Do bem sobre o mal...
 
By Bob Marley and Vida
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